MARCEL DUCHAMP
Marcel Duchamp é, antes de tudo, um iconoclasta. Durante todo o tempo dedicou-se a destruir conceitos e a negar o estabelecido, às vezes com ações espalhafatosas. Tendo iniciado a sua carreira de artista como pintor, aos poucos se transformou em um renovador da arte, no criador de novas formas de pensar. Por isso, foi muitas vezes considerado um excêntrico meio amalucado. Grosseiro engano: o homem foi um gênio e um inovador. Quando tirava uma peça de seu ambiente natural - como fez com uma roda de bicicleta e um banquinho de madeira ou até com uma louça de sanitário masculino - e dava aos objetos a envergadura de um objeto de arte, o que desejava era instigar o pensamento, provocar um raciocínio, destruir a quietude das coisas aceitas e estabelecidas. O que desejava dizer com isso? Não desejava, decerto, estabelecer novas verdades e conceitos; desejava exatamente questionar a validade dos conceitos e colocar a possibilidade de haver arte em qualquer objeto, desde que assim seja considerado. ...Difícil estabelecer um limite a partir do qual chega-se ao exagero, até porque parece haver a aceitação do exagero. O fato é que Duchamp contribuiu para o infindável debate entre o que é e o que não é arte. Quando pintou bigodes na Monalisa, de da Vinci, como faria qualquer moleque pichador de paredes, colocava nitidamente o seu desprezo pela arte clássica. Colocar a Monalisa e um urinol no mesmo patamar é uma provocação, e independente da razoabilidade dessa idéia o objetivo é atingido: provocar! Marcel Duchamp foi um provocador.
POSTADO POR THAIS N28 5E
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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